Fechamento de Dezembro e de 2014.

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Encerrados o mês de dezembro e com ele o ano de 2014, temos mais um resultado ruim para a bolsa de valores brasileira, após o péssimo ano de 2013. Nem a mudança de sua metodologia a salvou e afundamos juntos com ela.

Em 2014, o principal índice de ações brasileiras recuou 2,91%, após o tombo de 15,5% em 2013. Em dólar, o Ibovespa acumulou perda de 13,7%.

Com mais esse fato inconteste na nossa cara, fica claro que quem manda e desmanda na bolsa paulista é o capital especulativo externo. E fazer hedge em dólar é plenamente eficaz como contraponto ao investimento em ações de empresas brasileiras.

Se o dólar estivesse estacionado nos R$ 2,20, o índice teria queda semelhante a 2013.

Minha carteira pessoal, que não tem dólar como hedge, obteve um péssimo desempenho neste mês de  -4,67%,  esse resultado inclusive fez com que a minha carteira fechasse o ano negativo em -1,70%. Já a minha carteira de ações, fechou o mês com rentabilidade de -0,86% e o ano com 2,79% positivo, sempre seguindo o sistema de cotas da planilha do AdP.

Encerrei o ano com queda de -6,90% em FII e 60,34% em Operações com Opções (iniciadas em dezembro), estas explicam o desempenho negativo anual da carteira.

Já meus títulos públicos, apesar de encerrarem o ano no campo positivo,  caíram -3,27% em dezembro e selaram o campo negativo para o mês.

Minhas quatro ações tiveram entre -3,85% a -5,97% de queda neste mês, vejamos:

ABEV3 16,85 em novembro, 16,35 em dezembro, queda de -2,97%.

VALE5 20,00 em novembro, 19,23 em dezembro, queda de -3,85%.

VALE3 , 23,30 em novembro, 21,91 em dezembro, queda de -5,97%.

GETI3 , 16,00 em novembro, 15,35 em dezembro, queda de -4,06%.

E, mesmo assim, como dito, minha carteira de ações apresentou queda de apenas -0,86%, tendo em vista uma operação enorme de trade que fiz com VALE3 e fui nela vitorioso.

No que toca às participações, tenho 39,35% em VALE3, 25,45% em GETI3, 23,91% em VALE5 e 11,23% em ABEV3.

Com nossos títulos da dívida pública voltando a pagar 13% bruto/ano e com a inflação acima do teto do limite da meta, soa como evidente reajustes da SELIC para 2015 e com ela, deterioração nos preços das ações.

Será a boa e velha tática de concentrar em títulos públicos a maior parte do capital e utilizar uma parte reduzida para aproveitar grandes promoções não é melhor do que ficar no meio do fogo cruzado entre política pública petista sofrível e punição do capital especulativo externo?

Abraços

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