Plano de Segurança – A Fase 1 da Minha Independência Financeira: Teoria

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Olá, como vocês sabem, estou no início da minha caminhada rumo à independência financeira, sou um amador ainda, há mais ou menos 1,5 anos passei a investir parte do meu salário em instrumentos financeiros mais avançados do que a Caderneta de Poupança e, antes disso, talvez datasse 1 ano do início da minha educação financeira, é gritante a diferença do meu conhecimento no assunto hoje.

Eu enrolei e adiei o máximo que pude a minha ida a corretora de valores mobiliários e a compra do meu primeiro título público e da minha primeira ação, todos os meus amigos e familiares mais próximos não aguentavam mais a minha conversa monotema neste 1 ano. Na verdade, ainda não aguentam, pois ela nunca cessou, mas já se acostumaram. O fato é que, esta coragem final para abrir a minha conta veio da vergonha que eu já sentia ou ouvir frases como “tá, mas se é tão bom, por que você não começou ainda?”. Enfim, no fim, venci o medo e saí da minha pequena zona de conforto.

Desde então, venho me dedicando praticamente todo dia à minha educação financeira, cometi inúmeros erros, aprendi com alguns, cometi acertos, aprendi com alguns deles também, mas nunca havia parado para respirar de verdade sobre qual caminho eu estava tomando, que não fosse o genérico “quero ficar rico”, “quero a minha independência financeira”, “quero passivos que paguem por meu estilo de vida”, ou sua variante “quero 3 milhão aplicado, me rendendo 15% ao ano, sendo 7% em dividendo, 13% em FII, balanceado com 30% em renda fixa e etc e etc, etc, até o ano 2025!”. E assim eu seguia, imaginando estar no controle, devido à grande quantidade de informação e conhecimento que eu venho obtendo desde o início da minha caminhada. Seguia com a pulga atrás da orelha.

Neste feriado prolongado de carnaval, estava eu no meio do meu segundo livro EM INGLÊS (antes do início desse processo rumo à independência financeira eu não lia em inglês), que li durante a pausa, quando tive o meu clique logo no começo da madrugada sobre qual rumo eu deveria seguir, ali o sono foi embora, passei horas em insônia, andando pra cá e pra lá, pensei e pensei, internalizei o plano, aperfeiçoei-o, me pus em sua execução e hoje venho aqui compartilhar a teoria dele com vocês.

É um plano perfeito em sua lógica, em sua segurança, é não é necessário grande educação financeira ou experiência no mercado para executá-lo, bastando, apenas, trabalhar, gastar menos do que se ganha, viver abaixo de suas possibilidades (sim, não me apedrejem, calma), investir essa grana com segurança e fim. Fácil de executar, podendo apenas variar o tempo necessário para conquistá-lo conforme o valor que eu poupar e a rentabilidade que eu contratar.

A inspiração, ou melhor, a oferta do plano, veio de Robert Kiyosaki, pra variar, quando ele traçava os 3 caminhos que o investidor deve passar até atingir a independência financeira, são eles: segurança, conforto e riqueza. O autor exorta a todos para terem 3 planos, com auxílio de um profissional mais experiente se for o caso, para desenvolver a segurança, em primeiro lugar, depois o conforto e por fim, estar livre para buscar a riqueza.

Para mim isso faz total sentido, eu sempre ficava pensativo a respeito sobre o caminho que seguia, pensando no desemparo que eu e minha família podíamos ficar caso o mercado implodisse, sobre como o sacrifício que nós fazemos seria inútil caso a minha rentabilidade fosse pífia ou, de novo, em um sempre provável grande crash, como poderia não haver dinheiro sobrando no futuro, mas sim, a mantença do padrão atual de contracheque atrás de contracheque; até a ausência de casa própria, carro com melhor qualidade, falta de viagens grandes anuais e outras experiências mais agradáveis no dia a dia para nós (móveis e eletrodomésticos de melhor qualidade, viagens curtas com mais frequência, restaurantes, roupas, eletrônicos, cursos pagos relacionados a hobbies e etc). Agora tudo se encaixa, não há motivos para aceitar correr esses riscos, antes de tudo, o básico.

Ao executar o plano de segurança, deve-se evidentemente investir em veículos financeiros seguros, estáveis e líquidos, pois não age com inteligência o homem que põe a si e a sua família em risco, utilizando instrumentos financeiros mais avançados, com grande porcentagem de seu dinheiro ganhado com suor, antes mesmo de estar educado financeiramente para tal.

Ao executar este plano, que repito, é simples, você aumenta a sua segurança pessoal e familiar, tem uma rede para cair, caso nada mais dê certo, e pode liberar-se para buscar um novo nível, o de conforto.

O essencial aqui é AUMENTAR A SUA INSTRUÇÃO FINANCEIRA DURANTE TODA A EXECUÇÃO DO PLANO DE SEGURANÇA.  Pois, quando chegar a hora de utilizar veículos financeiros mais sofisticados, conforme a sequencia do plano, estaremos prontos para ele, podendo aumentar a nossa rentabilidade e diminuir nossos riscos atrelados.

Por conta do nosso baixo nível de educação financeira, baixo nível de experiência na área, e pouco dinheiro acumulado até então, é que não temos opção, se não, vivermos abaixo de nossas possibilidades, pois ainda não dominamos a técnica de criar dinheiro, que não seja trocar nosso tempo e energia por grana. Essa sobra salarial é tudo o que temos para garantir a nossa segurança hoje. Ao continuarmos aprendendo e evoluindo, estaremos aptos a mirar e alcançar o céu em termos de liberdade, padrão de vida e realização de sonhos. Vocês hão de convir que não será hoje, adquirindo títulos públicos ou privados, ações de blue chips e/ou boas pagadores de dividendos e FIIs que conquistaremos esse novo e precioso nível em que estão menos de 10% da população mundial.

É evidente que o conceito de segurança, conforto e riqueza é subjetivo, e cada qual deve traçar o seu plano baseado no seu próprio conceito para eles, o que o torna ainda mais praticável por todos. Eu tracei o meu para a segurança, num próximo post, volto e compartilho ele com vocês.

Boa sorte.

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4 comentários sobre “Plano de Segurança – A Fase 1 da Minha Independência Financeira: Teoria

  1. É isto aí FC.
    Minha meta é gastar no máximo metade do que eu ganho, e dar pra viver muito bem gastando pouco sabia? Tem gente que ganha 30.000 por mês e ainda tem dívidas. e não está satisfeito com a vida.
    Abraço!

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    • Né, Uó. A gente foi “treinado” para trabalhar, nunca fomos instruídos financeiramente, nem nada.

      Nossa arma é mesmo gastar menos do que ganhamos, investir esse valor com segurança, tentando bater a inflação e irmos nos preparando para o próximo nível. Onde está a grana real.

      Abraços e obrigado de novo por linkar meu blog na lista do seu portal.

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