A Sumidade Benjamin Graham e seus ensinamentos eternos

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Observe este U; repare nos pontinhos em ambas as extremidades; adivinha quem eles representam? Sim, isso mesmo, o  pato; o maior deles, e, geralmente, este patão somos nós, os amadores.

Explico: Analisando a evolução do mercado acionário, Graham compreendeu que este opera em basicamente 3 caminhos, 2 deles sendo as pontas do U e tal caminho do meio, que sua abordagem sugere o seguimento.

Assim na ponta da esquerda, temos especulação, na ponta da direita, temos especulação, no caminho do meio encontramos o value investing.

Na primeira especulação, que é a clássica, especula-se sobre a própria empresa, não sobre seus papéis, aqui, o especulador chafurda no lixo, à procura do Santo Graal da fortuna. São os turnarounds, as pré-operacionais, as falimentares, os IPOs obscuros, as promessas nos releases, entre outros trambolhos. Ex. Aquelas X do Eike BNDES Batista.

Na outra ponta especulativa, temos as empresas lucrativas de fato, muitas vezes com um histórico brilhante e, ESSENCIALMENTE, com promessas de um futuro maravilhoso pela frente. Temos aqui a corrida pela antecipação na evolução do LPA ao longo dos anos. Ex. Raia Drogasil atualmente.

Naquela ponta, provavelmente estará comprando lixo, nesta ponta, ouro. Mas em ambas você tendencialmente estará levando prejuízo pra casa, à medida que se aproximar de seus extremos.

Um adendo: sim, quando você compra ações, você está comprando uma fração – ínfima – de uma empresa. Ocorre que, quando mais o preço pago se afastar do valor contábil do negócio subjacente, menor será a relação entre os papéis e o negócio. Então a empresa pode atingir a glória e você, pato, receber prejuízo em pagamento pela sua antecipação ao mercado.

Isso demonstra, sobremaneira, que você pode – e isso, amigos, é a essência da especulação – escolher um vencedor e perder, escolher um perdedor e ganhar e, por evidência lógica, vencer com o campeão ou perder com o derrotado.

Mas o que Graham considera como o caminho do meio? Empresas grandes e sólidas, mas sem a paixão temporária do fluxo comprador ou sofrendo reveses que afastam este fluxo de seus papéis. Nesse balaio entrada a empresa que não cresce em ritmo acelerado, a que não gera ROI compatível, aquela que se avizinha um futuro negro (embora o passado e o presente não o sejam) e demais empresas fora dos holofotes, mas com saúde financeira intacta, sendo negociadas a preços próximos ao valor intrínseco. Ex. Itaú e o medo da quebra do Brasil e a elevação do endividamento do brasileiro e o rebaixamento do nosso rating.

QUER SER UM INVESTIDOR EM ATIVOS PARA O LONGO PRAZO BEM SUCEDIDO E NÃO UM ESPECULADOR ARRISCADO? FUJA DESSES EXTREMOS, OU, COMO MELHOR DISSE GRAHAM “ESCOLHA O CAMINHO DO MEIO”.

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