2ºT/15 Kroton (KROT3)

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Kroton acaba de publicar os resultados referentes ao 2º trimestre de 2015 e eu, que não entendo patavinas de análise fundamentalista vou discorrer um pouco sobre eles.

Houve aumento na evasão de alunos, pequeno, quase irrelevante, mas houve. Se não houver controle de custos e repasse de preços ou mesmo a reversão das evasões, no futuro, isso pode sangrar o bolso do acionista.

Houve leve aumento do número de alunos que utilizam o FIES, passando de 50% de alunos totais, o que é uma porcaria, vida a dependência da empresa aos surtos psicóticos do Governo Federal.

E houve aumento, leve, no número de alunos que utilizaram o crédito especial (empréstimo) para seguirem estudando.

Pra mim, tudo isso demonstra o momento adverso da economia brasileira e mostra uma empresa gigante e bilionária atacando por todas as frentes para sofrer menos do que a média nesse período. Quer dizer, a relação básica aluno-pagamento-ensino, está sendo fragilizada em prol do Papai-Estado e financiamentos, não sou muito favorável a essa estratégia não.

Sobre os números, não tenho condições de fazer nem uma má-análise, pois a empresa ainda está digerindo a compra da Anhanguera e os dados estão absurdamente distorcidos. O que fica claro é que as margens caíram (houve leve diminuição no preço cobrado nas mensalidades), mas infimamente, e ainda estão altíssimas, e as receitas e lucros subiram bem, inclusive acima das projeções do mercado.

A empresa está gastando pouco dinheiro ultimamente em aquisições e atualizações e teve FCL (fluxo de caixa livre) de 57M, sendo que no trimestre passado, havia sido negativo em 42M.

A empresa também comprou 0,4% das ações em circulação e meteu em tesouraria, aumentando um pouco o valor das ações nas nossas mãos e mantendo o programa de recompra em aberto.

Liberou também, via dividendos, R$ 0,061/por ação, distribuindo 25% do lucro líquido ajustado do período, retirando uma parte para compor a sua reserva legal.

O lucro líquido ajustado por ação, LPA, no primeiro semestre de 2015 todo foi de R$ 0,60, frente a R$ 2,14 do mesmo semestre de 2014, essa queda impressionante de 72,2% no valor por ação ao acionista deveu-se por conta da forte diluição de valor presente em cada ação, quando a empresa determinou um enorme aumento de capital por conta da aquisição da Anhanguera. Não é em vão a queda superior a 40% no preço das ações em 2015. Porém, o LPA aumentou no 2ºT, frente ao 1ºT.

Era isso que eu queria dizer, abraços

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