3ºTRI/15 Resumo dos Resultados (Parte I)

Business accounting

Este post, que pretendo ser frequente, trará um resumo dos resultados trimestrais das companhias cujas ações eu adquiri e mantive ao longo desse período, sendo elas: Banco do Brasil, Cosan, Cyrela, Estácio, Itaú, Kroton e Pão de Açúcar.

BBAS3: Emprestou um caminhão a mais de dinheiro, com o consequente aumento nas despesas desses empréstimos para gerar um lucro líquido 5% menor do que no trimestre passado e estável ante os últimos 12 meses. Como itens extraordinários, aumentou muito a provisão para tomar calote na cabeça e tentou disfarçar isso com créditos a serem recebidos de impostos. Mas, como bateu o índice de basiléia, o alerta oficial não precisou ser dado.

Fizeram, afora a carteira de crédito, uma grana boa com aumento de tarifas, com seus cartões de débito e administrando fundos, mas, apesar disso ser bom, é de pouca relevância frente ao peso dos empréstimos que o banco fez. Até porque as despesas com pessoal dispararam 16,5% nos últimos 12 meses.

Embora o lucro líquido tenha sido estável, a distribuição de proventos continua aumentando, de 2,96$ para 4,20$ no comparativo de 9 meses 2014/2015. O lucro líquido subiu 7,5% nesse mesmo comparativo, abaixo dos outros grandes bancos nacionais.

Mas como um banco público, não podemos reclamar; apenas nos afastar ou nos calar. É pra isso que ele foi constituído.
Resultado: RAZOÁVEL

CYRE3: Construiu menos, vendeu um pouco mais, resultado: menor estoque. A parte negativa é que a empresa aguentou a inflação na cabeça e mais 2% de desconto adicional no acumulado dos últimos 9 meses, por não conseguir repassar os custos para os produtos, sendo que os lançamentos estão vindo com descontos ainda maiores. Fora isso, a empresa dobrou a quantidade de terrenos em sua propriedade, quando comparado há 12 meses, embora com decréscimo de 15% frente aos últimos 3 meses.

Queda de 30% na receita líquida, menos vendas, impactou o EBITDA e o lucro líquido, embora as margens estejam razoavelmente intactas, o que atesta o bom controle de custos, 26% menor. Lucro por Ação (LPA), nos 9 meses desse ano estão 28,7% menor do que no ano passado, sendo que, nesse momento, a queda no preço das ações está em 21,05% em 12 meses. O que a empresa mais comemora nos últimos meses é a sua geração de fluxo de caixa, 66,50% maior do que nos 9 primeiros meses de 2014, por conta de ter um caixa total maior do que sua dívida líquida.

A Cyrela tá com um belo banco de terrenos bilionários, estoque de imóveis prontos de valor e dinheiro em caixa, assim como tem uma dívida bilionária administrável. Mas o momento adverso da economia é impróprio para a venda de imóveis de alto padrão.
Resultado: BOM

ESTC3: Base de alunos 14,8% maior, com a receita líquida da operação aumentando na mesma proporção, 16%. Adiciona-se a isso um aumento de 23% no EBITDA e +1,7% na margem EBITDA, 27,9% no total, e chega-se a um lucro líquido 18% superior (19% LPA), tudo em comparação aos 9 meses do ano anterior, obtendo 83,5MM em fluxo de caixa (+39,4%), num total de 721,2MM de dinheiro na mão da empresa. Essa simplificação, extraída da primeira página do release mostra que a Estácio adquiriu valor no período. Fim.

Mas para não dizer que não falei das flores… O preço dos cursos que ela vende estagnou-se nos últimos 12 meses, perdendo para a inflação, e, também, sua dívida aumentou, assim como os seus custos internos, mas isso tudo não impediu que a margem EBITDA  aumentasse em 1,7% para 27,9%, o que atesta a eficiência da administração.
Resultado: ÓTIMO

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